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La poesía de Zé Estrangeiro, tan conocido como misterioso poeta brasileño.
No se conocen datos ciertos, pero su obra se ha transmitido por tradición oral en los circuitos intelectuales

 

Suaçarão

A mãe:
Chora,
lagrimas miúdas.
Grita,
palavras ralas.
Chama,
ao filho perdido.

Os cegos:
Já bramavan seu comida,
explodian seus corpos,
sem nenhuna batalha.

Um deles:
Chora,
tremendo locura.
Grita,
pedindo cordura.
Chama,
ao deus perdido.

Cegos do deserto,
do liso inóspito,
de dias e dias,
de furia, de dolor.
Cegos de vingança vedada,
de voltas e voltas,
cegos e cegos,
de sede, de fome.
Fome e sede ao fin saciadas,
con o corpo, con a sangue,
do menino nu.

O sonho de Guimarães

Asas baixas,
palavras,
sonho de pau,
sonho de pai,
de meio a meio,
espaço sem tempo,
fora, dentro,
o rio,
o silenço,
as chuvas,
a enchente,
o sol, o son,
e a ultima mirada:
o ponto estúrdio,
estranho e certo,
fugindo, ficando.

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