Ferro
velho sem estrada,
oscuro estrangeiro sem palavra,
saveiro estúrdio sem horizonte.
E
branca, preta, curta, longa,
vai a vida.
E brinca, boia, fala, cala,
é nossa vida.
É
o ponte cego que se passa.
É o ponto certo que não para.
Sorriso
de velha,
mergulho de sol
sombra de estrela.
Ela, sua, minha, nossa,
é a vida.