Terçeira margem
A
Guimarães Rosa
(mais uma vez).
O
rio:
espaço do sonho
cheio, indo, vindo.
O
ponto estúrdio:
longue e perto
boiando no meio
além da correnteza
brilha ao sol
oscurece ao luar
visível, invisível.
O
filho:
estranho e certo
fuge e fica
pego na gaiola.
A gaiola è a corrente,
cadeia do pai.
Pego
ele. Eu?
Você?
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Rumo nenhum
Miúdo
prato do feijão,
preto, na noite.
Casinhola úmida,
madera podre fungosa.
Árvore seco do mundo,
Soterrado no sulco do morro.
Depóis a chuva,
fechada, na alva.
O menino saiú na rua,
brincando ao vento,
chegando na areia branca,
a busca de ar brilhante.
Menino
do sol.
Rumo nenhum?
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