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Rincón de poesía brasileña:

Poemas que pueden leerse como ceremonias inconclusas de despedidas interminables, como quien saluda la partida de un tren...


por Zé Estrangeiro


Terçeira margem

                                                 A Guimarães Rosa
                                   (mais uma vez).

O rio:
espaço do sonho
cheio, indo, vindo.

O ponto estúrdio:
longue e perto
boiando no meio
além da correnteza
brilha ao sol
oscurece ao luar
visível, invisível.

O filho:
estranho e certo
fuge e fica
pego na gaiola.
A gaiola è a corrente,
cadeia do pai.

Pego ele. Eu?
Você?


Rumo nenhum

Miúdo prato do feijão,
preto, na noite.
Casinhola úmida,
madera podre fungosa.
Árvore seco do mundo,
Soterrado no sulco do morro.

Depóis a chuva,
fechada, na alva.
O menino saiú na rua,
brincando ao vento,
chegando na areia branca,
a busca de ar brilhante.

Menino do sol.
Rumo nenhum?

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