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O tempo das rosas por Doña Flor



Cuando alguien se enfrenta a la descomposición lenta del tiempo y a la obligación de acatar su ritmo exasperante, se debate entre cerrar los ojos y desistir o en volver a abrirlos para construir un sueño que no envejezca tan prematuramente. Un sueño que dure el tiempo perfumado de las rosas y sobreviva con ellas, pétalo a pétalo.

Pintura: Rómulo Maccio

ele me deu uma rosa quando não havia mais jardim.


não valeu, mais doeu

a terra que restou estéril

arbustos retorcidos

fina camada de grama verde-pálida

e agonizante


foi dias antes do último suspiro.


à rosa, troquei-lhe a água diariamente

linda, púrpura

tanto desejada

em tempos mais verdejantes


até que um dia encontrei murchas

duas pétalas.

entendi que o processo seria lento,

no tempo das rosas,

mas implacável


chorei.


troquei a água,

em um masoquismo alheio.


arranquei as pétalas moribundas

e chorei na sua aspereza

no seu vermelho sem viço.


o resto da rosa ficou no copo

aleijada

emborcada pelo peso

do seu cansaço sobrevivente


quanto tempo se passou desde que desisti

e fechei os olhos

para não ver?


vivemos de sobrevida

o tempo das rosas

dos nossos sonhos

despetalados.


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